Kräuterlexikon · Tiernahrung, Kräutersaft

Dente-de-leão comum

Estimula o metabolismo, favorece a digestão, é diurético e ajuda a eliminar substâncias nocivas do organismo.
4 de maio de 2022 · 6 min. de leitura
Löwenzahn

O dente-de-leão (Taraxacum officinale) é um purificador universal do organismo: estimula o metabolismo, favorece a digestão, é diurético e transporta substâncias nocivas para fora do organismo.

Onde ocorre o dente-de-leão e qual é o seu aspeto?

O dente-de-leão é originário da Eurásia, mas atualmente encontra-se disseminado por todo o mundo. Do ponto de vista botânico, estão catalogadas numerosas espécies do género Taraxacum, difíceis de distinguir entre si. O dente-de-leão comum cresce em prados, em bermas de caminhos e, sendo uma planta extremamente pouco exigente, também com frequência em locais estéreis, como entulheiras, bermas de estradas ou taludes ferroviários. No jardim, é uma planta menos apreciada, uma vez que se propaga com muita facilidade e a sua raiz profunda e vigorosa é difícil de remover.

A planta, que floresce em amarelo vivo entre abril e junho, pertence à família das compostas. Deve o seu nome às folhas de dentes afiados que, com alguma imaginação, se assemelham aos dentes de um leão. As flores assentam em hastes florais ocas individuais. Quando a flor murcha e se transforma na «bola de sopro», forma pequenos frutos que, com os seus «paraquedas», conseguem percorrer grandes distâncias ao vento, disseminando assim a planta.

A longa raiz pivotante do dente-de-leão é de cor castanho-escura a castanho-preta no exterior, mas branca no interior.  A partir da raiz seca, produzia-se, em tempos de escassez, uma espécie de sucedâneo de café, semelhante ao café de chicória.

Durante a fase de crescimento, o dente-de-leão contém, em todas as suas partes, uma seiva leitosa e amarga, que é libertada quando a planta é ferida. A quantidade de seiva aumenta com a idade da planta. Ao contrário do que por vezes se afirma, nem o dente-de-leão nem a sua seiva são tóxicos. As folhas jovens, com um sabor apenas ligeiramente amargo, podem, por exemplo, ser bem utilizadas em saladas primaveris. No entanto, em contacto com a pele, a seiva das folhas maiores e do caule deixa manchas acastanhadas e pode provocar reações alérgicas.

Que partes do dente-de-leão são utilizadas como planta medicinal?

É utilizada a planta inteira, ou seja, a parte aérea e a raiz (Taraxaci herba cum radice), que é colhida na primavera antes da floração, triturada e seca.

Tanto a raiz de dente-de-leão (Taraxaci radix) como as folhas (Taraxaci folium) também são utilizadas isoladamente.

A planta é transformada em líquido prensado, pó ou extratos.

Como atua o dente-de-leão?

O dente-de-leão contém, em todas as suas partes, substâncias amargas que estimulam o apetite e o metabolismo. Estas estimulam os recetores do paladar e favorecem a secreção de saliva, suco gástrico, suco pancreático e bílis.

Os flavonoides nele contidos têm um efeito diurético e aceleram a eliminação de sais. Aliás, o efeito diurético comprovado por estudos valeu também ao dente-de-leão a alcunha popular de «erva-mija-cama».

O ácido silícico presente nas folhas tem um efeito positivo sobre o tecido conjuntivo e a cartilagem.

Além de mucilagens e substâncias amargas, a raiz de dente-de-leão contém também inulina, cujo teor aumenta de 18% na primavera para 40% no outono. A inulina é um prebiótico formado por cadeias de frutose, que favorece a multiplicação de bactérias intestinais benéficas e contribui para a regeneração da mucosa intestinal. Fortalece o sistema imunitário e pode regular o metabolismo lipídico. Segundo um estudo, a inulina também pode contribuir para a saúde óssea, uma vez que favorece a absorção de minerais a partir do intestino.

Em que problemas de saúde pode o dente-de-leão ser utilizado em cavalos e animais de companhia?

  • para depuração e desintoxicação, por exemplo após a administração de medicamentos, para favorecer a produção de urina e a limpeza do organismo
  • para aliviar o fígado e estimular a produção de bílis
  • em casos de falta de apetite e problemas digestivos

Especialmente em combinação com urtiga, o dente-de-leão favorece a eliminação de substâncias nocivas, apoiando assim a convalescença.

Quando não se deve utilizar dente-de-leão?

Atenção: em animais com úlceras gastrointestinais e com alergias comprovadas a compostas, deve-se evitar a administração de dente-de-leão!


Fontes e leitura complementar

  • Arzneipflanzenlexikon. (dezembro de 2020). Löwenzahn: obtido em https://www.arzneipflanzenlexikon.info/index.php?de_pflanzen=122
  • Brendieck-Worm, C., & Melzig, M. F. (2018). Phytotherapie in der Tiermedizin. Stuttgart: Georg Thieme Verlag KG.
  • Legette, L. L., Lee, W., Martin, B. R., & Weaver, C. M. (abril de 2012). Prebiotics enhance magnesium absorption and inulin-based fibers exert chronic effects on calcium utilization in a postmenopausal rodent model. J Food Sci., pp. 88-94.
  • Prentner, A. (2017). Heilpflanzen der traditionellen europäischen Medizin. Wirkung und Anwendung nach häufigen Indikationen. . Viena: Springer Verlag.
  • Reichling, J., Gachnian-Mirtscheva, R., Frater-Schröder, M., Di Carlo, A., & Widmaier, W. (2008). Heilpflanzenkunde für die Veterinärpraxis. Berlin-Heidelberg: Springer Medizin Verlag.

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